segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Indiferença






















Nome

algo é o nome do homem
coisa é o nome do homem
homem é o nome do cara
isso é o nome da coisa
cara é o nome do rosto
fome é o nome do moço
homem é o nome do troço
osso é o nome do fóssil
corpo é o nome do morto
homem é o nome do outro

(Arnaldo Antunes)


O poema de Arnaldo Antunes parece falar da desumanização, da indiferença,do desconhecimento em relação ao outro.Fato tão comum na sociedade,onde muitas vezes o indivíduo é visto apenas como mais um diante de uma multidão de pessoas.

2 comentários:

Ju! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ju! disse...

Oi, Cachorra! rs
Adorei sua interpretação!
Também vi o poema pelo lado da "indiferença", assim como você. Àlias, achei o poema um pouco confuso, só pude entendê-lo depois da tua interpretação! rs
O que vi no poema, foi o ato de nomear as coisas e assim generalizar tudo, sei lá.
Gostei na parte onde diz: "Homem é o nome do outro".
Tem um outro poema legal do Antunes que se chama: "Onde mora o amor?"

Beijujus!!!