
Hoje que seja esta ou
aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
(Cecília Meireles)
"A mulher que se olha no espelho está morta ou se sente morta ? Será ela uma mulher ou a mulher (afinal , foi todos tipos e teve todos os nomes ), que a moda mata ? "
Eu me sinto como essa mulher, ou quase. Eu não sei se ela se sente morta ou realmente está morta, mas no espelho eu me sinto: feia ! Para me sentir morta ainda falta um pouco .
Entretanto, assim como ela, quero apenas parecer bela. O que não é nada fácil pra mim !
Eu nunca fui loura, (sou morena)Margarida ou Beatriz, mas eu nunca pude ser como quis !
Diferente dela, não posso ser como quero por fora, eu mato a moda antes dela me matar, minha moda eu faço, mas não muda nada. Eu, sempre eu ! Ando meio enjoada de mim...
aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
(Cecília Meireles)
"A mulher que se olha no espelho está morta ou se sente morta ? Será ela uma mulher ou a mulher (afinal , foi todos tipos e teve todos os nomes ), que a moda mata ? "
Eu me sinto como essa mulher, ou quase. Eu não sei se ela se sente morta ou realmente está morta, mas no espelho eu me sinto: feia ! Para me sentir morta ainda falta um pouco .
Entretanto, assim como ela, quero apenas parecer bela. O que não é nada fácil pra mim !
Eu nunca fui loura, (sou morena)Margarida ou Beatriz, mas eu nunca pude ser como quis !
Diferente dela, não posso ser como quero por fora, eu mato a moda antes dela me matar, minha moda eu faço, mas não muda nada. Eu, sempre eu ! Ando meio enjoada de mim...
Um comentário:
Primeiro post, sempre o mais difícil. Porque é nele que colocamos todas as fichas, todas as cartas na mesa para serem escolhidas. TOME CUIDADO COM O MICO PRETO, hihi.
Bem, vamos lá. Vamos ao massacre, haha.
Karine, gostei de te ler, mesmo.
Mesmo que você duvide disse, e sei que vai duvidar. Muito bela a forma de como interpretou o poema. Taí, VOCÊ TEM VOCAÇÃO.
Nunca duvide disso!
Não é feia, e não vou cansar a MINHA beleza repetindo isso, me irrita esse sua baixa-estima, oh saco! Mas me acostumei com sua meiguice, o que descreveu no 'quem sou eu', é de extrema verdade, uma verdade gostosa de ler, uma verdade 'karinística' de escrever. Meiga, carinhosa, adulta, inteligente e verdadeira. Verdadeira até demais.
En(fim), não vou ficar aqui testemunhando o seu talento, não mesmo. Acredite se quiser, QUEIRA acreditar, VOCÊ É LINDA! Isso que vou dizer é meio clichê, mas lá vai... 'Não é linda APENAS por dentro, tudo aí dentro, junto com suas vísceras, sangue, orgãos e afins é LINDO!', hehe.
Boa sorte com o Blog. Passarei aqui mais vezes, e favoritarei no meu também. ^^
Dica: - Mantenha os pés no chão, mas a cabeça, ahh deixe que esta avoe.
:)
Beijos, Prii.
- Sim, aprendi jogar baralho com você. Merece todos os créditos.
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