sábado, 27 de dezembro de 2008

" Fuja do Mico "




Bom, faz um tempo já que não posto nada aqui ... nada para escrever, preguiça de escrever, acho que insistirei no assunto do último post : acontecimentos bizarros do meu cotidiano !

Ultimamente não estou pagando muito mico , estou de férias do estágio , em casa é menos frequente esses acontecimentos desagradáveis. A verdade é que já estou me acostumando, eles são tão comuns (risos).

No decorrer desse ano foram tantos , o caso do arroz, um tombão que eu tomei na escola, meus gafes no self-service do centro, minha sandália arrebentando e me deixando descalça na Praça Tiradentes ( farei um post só pra contar esse) e etc... Alguns nem são culpa minha, mas acontecimentos que merecem ser contados.

Estava eu, vindo do meu longínquo estágio indo no Largo da Carioca pegar meu ônibus ( é uma fila única , para o expresso e para o parador ), pedi uma batata na barraquinha, enquanto a moça preparava fui me informar. Tinha uma senhora parada na porta esperando , com umas bolsas , falando alguma coisa com o motorista, eu perguntei :
_ É expresso ou parador ?

Ela não respondeu, então pensei : 'Bom, ela não ouviu'. Repeti a pergunta:
_É expresso ou parador ?

A velha virou pra mim e disse num tom rude:
_ Se me perguntar mais alguma coisa , parto-lhe a cara ! _ Fazendo um gesto com a mão como se fosse mesmo partí-la

Eu sou até de responder, mas fiquei meio boquiaberta com a grosseria da mulher, eu só disse:
_ Ai, desculpa ! _ num tom de ressentida com um pouco de raiva

Nisso, vem a moça com a batata, e o ônibus que eu ia pegar estava saindo lá na frente, eu pensei:
_Se eu esbarrar nessa velha é capaz de ela me bater !

Depois estava comentando com a minha vó, o que aconteceu.
_Ah, Karine, você fez bem, gente grossa, até melhor deixar pra lá.
Minha vó mais tarde foi falar pra minha mãe, que disse :
_Devia ter falado : "Sabia que você era uma mula , mas não que dava coice."
_Nem falei nada, depois quase esbarrei nela, se esbarrase era capaz de ela me bater!
_Ué, Karine, você não consegue bater numa velha não !?
_Mãe, tá maluca ! "Aí sai no meia-hora, estudante da FAETEC agride idosa!"

Fiquei imaginando , morri de rir da situação, minha mãe parece doida.

E nesse mesmo dia, depois que já estou dentro do ônibus, entra um ambulante vendendo bala, eu às vezes pego mas não compro. E o cara era daqueles que ficam botando pressão individualmente.
_Pode colaborar com meu trabalho ?

Eu já estava mastigando a bala de amostra grátis do cara, balancei a cabeça que não queria, tipo: "sua bala tá gostosa mas não quero comprar". Eu até gosto de compro, porém aquele dia não queria, uma balinha só estava bom! (risos)

Não foi por maldade, foi espontâneo, depois que me dei conta da cara que fiz.

E ainda me senti muito mal, todos que comeram a bala que ele deu, estavam comprando. Mas aí , ia ficar estranho eu voltar atrás, imaginem:
_Peraê, moço ! Vou querer sim, tô sentindo culpa .
Oras, nem querer eu queria. Não pego mais essas balas, ficam constrangendo a gente.

Outro dia aí, eu estava olhando pela janela do ônibus, depois que vejo o cara vendendo, botou a bala grátis em cima da minha mochila que nem vi. Não pensei duas vezes: comprei !

É isso aí, não tenho o que escrever, vou relatando os meus miquinhos. (risos)




domingo, 12 de outubro de 2008

Malditas janelas !


Eu simplesmente não suporto janelas de de veículos, principalmente se for de ônibus. Sou tão azarada (ou tão burra) que só sento em lugares no ônibus que me arrependo, escolho, escolho o lugar e PUF! Sento na desgraçada janela, ou que vai abrir com o movimento ou pelo ombro inconveniente de alguém que senta no lugar a minha frente, fazendo a maldita janela abrir.

Por que não torno a fechá-la ? Geralmente porque alguém já está dormindo, com sua cabeça encostada nela, e eu...Ah, fico sem graça; interromper o sono dos outros! Mas ninguém pensa o mesmo comigo, sempre que eu encosto, estou cochilando , PAF! Com toda violência dão o maior puxão na janela.

O pior foi aquele dia, o dia que eu tinh mais sono e não consegui dormir. Por quê ? Ela, a janela ! Estou eu, tentando dormir pois estava muito cansada (e olha que ainda era uma terça-feira), fechei a janela e tentei cochilar - a janela aberta - tornei a fechá-la, ela abriu de novo (ou abriram, né ?). Eu não sabia se alguém abria de sacanagem ou pelo de está cochilando acabava abrindo,não sei ! A janela não parou fechada, eu olhava para trás já sem graça, via muito rápido o rosto de um sujeito, que não me dizia nada. Um friiiiiiiiiio no meu pescoço, meus cabelos passando na minha cara (outra coisa que me irrita muito), ou seja, não dormi nesse ônibus. Acabei cochilando um pouco no outro ! Apesar da janela (risos).

Teve um dia também, foi engraçado, mas deu um pouco de vergonha.
A janela estava ,meio bamba, fazendo um barulho muito incômodo, então abri a mochila e peguei uma folha de caderno, dobrei-a e encaixei no vidro da janela, não adiantou muito, continuou: PAPÁPAPÁ. Fiquei até com medo de quebrar, ainda com a velocidade que o ônibus estava na Avenida Brasil.

Porém, lá vem a situação bizarra: Fui guardar o caderno e o pregador, que estava na mochila, pois eu tinha usado para prender um saco de batata palha, caiu no meio do ônibus, fazendo, TEC ! Alguma spessoas olharam, acho que pensaram : Por que ela tem um pregador na mochila ?! Eu lembro da expressão interrogatória no rosto do homem, que olhou pra mim, apanhei depressa o pregador e olhei pra janela prendendo o riso. Foi engraçado !


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Não gostei do meu papel !


Acho que eu fui criada e fiquei esperando meu lugar, a minha vez de entrar na história, como a vez não surgiu , o autor resolveu me encaixar em qualquer brecha , pra eu não ficar à toa. Ele não podia criar alguém em vão, né ? Deve ter sido isso !

E o quê ele fez ? Me encaixou no descuido de uma adolescente e de um cara que não lembro ter visto mais de três vezes na vida ! A primeira por curiosidade dele, as outras duas por... Ah, sei lá ! Acho que foi por acaso; é, foi. O que eu penso é que nunca fui plano de ninguém, desde que nasci até hoje. Nunca fui, nunca...

Dos namoricos que tenho ( namoro não tive nenhum ), acontecem de repente e do mesmo jeito acabam. Os pretendentes ( pretendentes não, pois eles não pretendem nada ), os garotos, eles sempre desistem de mim, nunca fui plano pra nenhum deles também, se fui ... Ah ! Fizeram o favor de mudar essa parte da história !

Eles foram ! Cada um deles um plano. Planos esses frustrados, deve ter sido pra não perder o costume !

Será que eu sou uma figurante nesse enredo ?

Parece que estamos encenando numa peça de teatro ; somos meros personagens, com falas e ações já determinadas. Se eu não sou figurante; não gostei do meu papel ! Ser logo a feia, mal amada... ( Não ! Não estou pedindo pra morrer. Quero apenas um papel de destaque !

O que pretende nosso brilhante autor ? Receber gloriosos aplausos no final do espetáculo ?

domingo, 20 de julho de 2008

Mulher ao espelho




Hoje que seja esta ou
aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

(Cecília Meireles)


"A mulher que se olha no espelho está morta ou se sente morta ? Será ela uma mulher ou a mulher (afinal , foi todos tipos e teve todos os nomes ), que a moda mata ? "

Eu me sinto como essa mulher, ou quase. Eu não sei se ela se sente morta ou realmente está morta, mas no espelho eu me sinto: feia ! Para me sentir morta ainda falta um pouco .
Entretanto, assim como ela, quero apenas parecer bela. O que não é nada fácil pra mim !
Eu nunca fui loura, (sou morena)Margarida ou Beatriz, mas eu nunca pude ser como quis !
Diferente dela, não posso ser como quero por fora, eu mato a moda antes dela me matar, minha moda eu faço, mas não muda nada. Eu, sempre eu ! Ando meio enjoada de mim...